E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração

Esteriótipos de gênero e não-binários

hugonasck:

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Interessante ver que as pessoas só lembram do “reforço de estereótipos” quando é em relação a pessoas trans.

Principalmente quando uma pessoa se reivindica como fora do binário de gênero, tudo que ela faz tem um peso gigantesco na destruição da humanidade.

Quando é o policial hipster, barbudo da federal é puro amor e tesão, afinal ele é um homem cis e isso é natural.

Quando é Gisele Bündchen toda da feminina de vestidão é mulher maravilhosa, elegantíssima e feminina, afinal ela é uma mulher cis e isso é natural.

Em ambos os casos não aparece ninguém para apontar o dedo e dizer que o cara musculoso e barbudo ou então a mina que é toda bonequinha e adora se maquiar estão destruindo a sociedade ao reforçar estereótipos de gênero “nocivos”. Isto por que essas pessoas são cisgêneras e já é inerente este direito.

Mas basta aparecer alguém que não se deita a estas normas bináristas para aparecer gente apontando o dedo e gritar “- VOCÊ ESTÁ REFORÇANDO ESTEREÓTIPOS NOCIVOS!” mas a própria pessoa esquece que TODOS reforçam algum estereótipo. Mas o problema é quando as pessoas trans o fazem.

E estas pessoas são tão hipócritas que elas atacam até quem não reforça estereótipos. Em suma, sempre encontram maneiras de destilar seu ódio e dizer que não importa como, não há espaço para pessoas trans em nossa sociedade.

O problema era esse: ele nem tentava ser bonito, e era! Abria a boca de um jeito que ninguém podia prever o que sairia. E, no entanto, fazia brotar as melhores palavras. Ele nem tentava ser poeta… e era! Nunca escrevia mas, quando o fazia por mim, desbancava todos esses homens que vivem pelas madrugadas rabiscando. Não tentava sorrir por fotografia ou gentileza, mas quando espontâneamente ria, era capaz de desarmar uma bomba. E eu… bem, eu treinava sorrisos no espelho. Vestia cada uma das minhas peças de roupa para estar à altura dele jogado na cama de moletom. Ele sequer penteava o cabelo de manhã e já era o homem mais lindo do mundo. Enquanto eu precisava de, no mínimo, um batom. É que algumas pessoas são bonitas porque são. Assim, sem nem tentar. Depois de um dia inteiro gripado ou com as unhas roídas, eu ainda me perguntava “Deus, por que tudo isso?” Ele era essa tempestade toda que me entrou pela sala e molhou a casa inteira sem nem compreender o estrago, sem ao menos planejar. E eu era a criança boba de vestido solto e língua de fora que gostava de tomar chuva. Ele nem tentava ser forte! E era… inundou minha consciência todinha. Por outro lado, eu era essa fraqueza toda que nem conseguia fechar as janelas. Ele não ensaiava nada e, na hora, mantinha um improviso digno de qualquer comédia. Eu era a boba que vinha pelo caminho treinando a fala para não gaguejar. Sem dúvidas eu era uma ondulação causada por gota de chuva… e ele era um tsunami. Nada mais, nada menos. O problema era esse. Ele nem ao menos tentava me ganhar… e olha só como eu estou: quase afogada.
Rio-doce (via rio-doce)

Você é como o mar

Seu olhar é como a onda
Que quando vem me causa medo
Mas quando vai me deixa saudade
Que traz com ela todo o carinho e aconchego
Em forma de conchas e corais
Que esconde uma imensidão por trás

Você é como o mar

O vai e vem da correnteza
É como sua dança, leve e solta
Teu cantar é como o barulho do mar
Me acalma até nas horas mais sombrias
É a paisagem mais linda
Que poderia eu ficar dias sentada apreciando
Me contentando em chegar no maximo na beirada
Molhar meus pés e voltar

Você é como o mar

Seu sorriso é como toda a vida que há la dentro
É o maior mistério que esconde
Quero desbravá-lo
Descobrir todas as suas formas e cores, diversidades e amores.

Vocé é como o mar

De dia agitado e de noite a calmaria
E o teu cheiro, a maresia..
Vem junto com a brisa
Que me abraça e me acalma por inteiro,
que me arrepia e me serve de abrigo
Que as vezes vem tao forte que expoe meus sentimentos
que guardei com tanto cuidado
A brisa é que me faz desabar

Você é como o mar

Mas como o mar eu nao tenho coragem de você
Apesar de me oferecer moradia
De dar as maos para que eu nao sinta medo
De me deixar curiosa de tudo que posso conhecer, viver
Nao consigo

Você é como o mar e do mar eu tenho medo

Medo de me perder no teu sorriso profundo
De me afogar em teu olhar
De pra sempre na tua brisa querer estar
Sentir sua maresia e me sufocar
De ir com a correnteza dançar
Tenho medo de me encantar pelo teu cantar e nunca mais querer voltar de lá

Você é como o mar

E la estavam os dois, sentados no banco de uma praça. Pertos fisicamente mas com os coraçoes longe. Ela segurava o choro e ele continuava imóvel, sem expressoes, os braços cruzados e os olhos fixos no horizonte. Ela o observava, um olhar de desejo e saudade, sabia que seria a ultima vez que teria a chance. De um lado uma criança aprendendo a andar de bicicleta com sua mae, do outro o barulho do vento batendo na copa das arvores. A paz parecia reinar mas dentro de cada um deles havia o caos. Um comentario ou outro surgiam, mas o silencio esganava ambos de tal forma que a voz falhava ao tentar quebrá-lo. Tudo que ela queria era voltar ao tempo em que os dois sorriam abraçados e que os beijos tiravam seu folego, quando ela so contava as horas pra estar do lado dele. Ele ja nunca demonstrou muito, mas sempre que sorria deixava a entender como gostava dela. Os olhos de ambos nao mentiam, mesmo que nao houvesse coragem de falar as palavras certas o olhar ja dizia tudo. Sempre costumavam repetir “As coisas nao sao complicadas, nós que complicamos” e como algo tao leve quanto as risadas foi se a paixao. Ele era como a noite, constante, e ela era como a Lua, tinha suas fases. Ele era o mais perfeito e ela a mais complicada. E ali estavam, juntos, mas separados, ele a abraçou, ela nao queria soltar mas soltou, ele a beijou e ela acenou, assim que nao mais o viu chorou. Eles haviam terminado. Terminado mais um relacionamento que nao durou.

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